<font color=0093dd>PCP saúda resultados da luta</font>
Uma delegação do PCP, constituída por Francisco Lopes, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central, e por Paulo Raimundo, João Frazão e Margarida Botelho, membros da Comissão Política, acompanhou os trabalhos do congresso, correspondendo ao convite da CGTP-IN. Entre os convidados, também estiveram no pavilhão «Cidade de Almada» representantes do grupo parlamentar do PCP, de outros partidos políticos e de diversas organizações e instituições.
Num breve depoimento, na sexta-feira, e num encontro com jornalistas, no sábado, Francisco Lopes disse que o PCP saúda a CGTP-IN assinalando que o 13.º Congresso se realiza «depois de quatro anos de intensa luta e resistência dos trabalhadores, em que a força organizada do movimento sindical unitário foi decisiva para isolar e derrotar o governo PSD/CDS, resistindo e derrotando uma ofensiva brutal contra os interesses e direitos dos trabalhadores». Acrescentou que «hoje, fruto dessa luta, é possível começar a recuperar direitos, como são exemplos os feriados que já foram repostos, a eliminação de cortes de salários e de pensões, muitas outras matérias de início de combate mais eficaz à precariedade, e outras perspectivas que se colocam, continuando a organização e a luta dos trabalhadores».
O dirigente comunista realçou que «a CGTP-IN, criação histórica dos trabalhadores portugueses, está neste congresso com um papel essencial para hoje e para o futuro». «Os trabalhadores estão confrontados com uma situação de profunda injustiça relativamente aos seus interesses e direitos e coloca-se novamente a necessidade de avançar na defesa, na reposição e na conquista de direitos», afirmou Francisco Lopes, indicando, designadamente: o aumento dos salários e, concretamente, o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, que não deve ficar adiado para 2019; o combate à desregulação dos horários de trabalho; a reposição das 35 horas na Administração Pública e o alargamento progressivo da redução do horário de trabalho para as 35 horas para todos os trabalhadores; o combate à precariedade (de modo a que, a um posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo); a garantia de direitos e condições de trabalho; e a alteração da legislação do trabalho, para consagrar novamente direitos dos trabalhadores, nomeadamente em relação à contratação colectiva, aos direitos colectivos de exercício da acção sindical, ao direito à greve.
Relativamente à contratação colectiva, «vemos hoje uma situação em que, por um lado, estão a ser repostos direitos e, por outro lado, está-se a criar condições para que haja uma alteração da legislação laboral, de modo a eliminar restrições que põem o cutelo da caducidade da contratação a eliminar direitos».